Igreja Batista da Concordia
ISRAEL
Shem Há Meforash

 

SHEM HÁ MEFORASH (Hebraico, significa “Nome Explicito”, referindo –se ao que se chama de “Tetragrama”, que em Grego quer dizer “as quatro letras”, isto é, IHVH- as quais constituem o nome místico de Deus e se pronuncia Iahveh, em português). Todas as religiões têm suas áreas especiais de mistério. Uma dessas, na religião judaica, refere-se ao nome místico de Deus, que era considerado tão inefavelmente sagrado que era impronunciável, e, portanto, mantido em segredo. A imaginação do povo, em efervescência, dotava a enunciação desse nome com os poderes mais miraculosos. Sua enunciação era considerada na tradição judaica como uma intrusão nos mistérios divinos e, portanto, um sacrilégio imperdoável. O privilégio de aprender como IHVH seria pronunciado literalmente só era concedido a um pequeno número de esotéricos “eleitos” do céu.

Naturalmente, é fato sabido que entre os judeus, Deus era chamado por muitos nomes. Com relação ao Shem Ha-Meforash, porém, a tradição oral da Mishnah estabelecera a regra: “No santuário, o nome de Deus deve ser pronunciado na Bênção Sacerdotal como está escrito: IHVH ( o equivalente em português das letras hebraicas Iod Hei Vav Hei; fora do Santuário, porém ele deve ser pronunciado como Adonai [geralmente, adoshem-‘meu Senhor’]).”

Durante o período em que o templo ainda existia, o sumo sacerdote, no Dia de expiação- a ocasião mais solene de culto público do ano inteiro-entrava no sagrado dos Sacratíssimos para pronunciar a Confissão dos Pecados (Vidui) diante de todo o povo e dos sacerdotes e levitas reunidos. Naquela ocasião, ele e somente ele tinha o privilégio de pronunciar o nome aterrador e misterioso de Deus de maneira autêntica. E quando os fiéis ouviam-no pronuncia-lo, caía sobre eles um grande temor, e se prostravam  e entoavam fervorosamente: “Louvado seja o Nome glorioso de Seu Reino para todo o sempre!” Então os sacerdotes e os levitas acompanhados de música instrumental, executavam uma poderosa doxologia de louvação.

Referências da literatura pós-bíblica e talmúdica da Era do Segundo Templo parecem indicar que não eram poucos os dignitários religiosos que haviam recebido instruções quanto à pronúncia do Shem Ha- Meforash. “Em tempos antigos, o Nome era ensinado a todos”, observa o Talmud pesarosamente, “mas quando a imoralidade começou a aumentar, foi reservado para os poucos devotos [eleitos].”.

É curioso que, já na segunda metade do século XII, a mais destacada autoridade religiosa da Idade Média, Moisés Maimônides, afirmava que não tinha qualquer noção de como era pronunciado o Shem Ha-Meforash. Alguns dos calistas práticos e “fazedores de milagres” dos séculos XVI e XVII, porém, afirmavam que haviam redescoberto o “segredo”. Com a difusão das ideias cabalistas e das práticas místicas, a fantasia popular em efervescência, articulada em torno de inúmeras lendas e mitos, concebia o Shem Ha- Meforash como instrumento para a realização de milagres; por exemplo, levantar os mortos, ou voar ao céu para aprender seu segredo e voltar vivo.

Utilizando os poderes místicos contidos no nome de IHVH, o famoso cabalista do século XVI, o Hohe Rabi Judá Low de Praga , conseguiu, segundo a lenda popular, insuflar o sopro da vida e da vontade humana em um amontoado de argila sem vida- o chamado golem.

Deve-se observar que embora a Bíblia hebraica use o tetragrama IHVH mais frequentemente do que todos os demais nomes de Deus, os teólogos cristãos, que tinham conhecimento pouco adequado da pontuação hebraica e da fonética das vogais, substituíram-no, a partir do ano de 1518, por uma forma deturpada de Iahveh; qual seja, Jehovah.

 

Judaica, Nathan Ausubel

 



20 Comentários

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